• Equipe ENE

Percepção, Silêncio e Fluxo


Nós criamos a nossa realidade a partir do que reconhecemos, então se queremos criar coisas diferentes no futuro precisamos mudar a percepção que temos sobre as experiências agora; precisamos ampliar a percepção sobre as experiências, pois criamos sempre mais daquilo que reconhecemos.


Uma mínima mudança na percepção da realidade é suficiente para vermos o encadeamento de efeitos no fluxo da vida.


Acontece que ao invés de apreender as experiências e evoluir com elas, nós as transmutamos em ansiedade e vivemos cada vez emaranhados num movimento frenético que equivocadamente chamamos de ritmo.


Vivemos ansiosos, colocando pressão para que mais coisas aconteçam no futuro; estamos cada dia mais preocupados com o depois e não percebemos a experiência que está acontecendo agora.


Quanto aprendizado estamos deixando de perceber?

Com vamos mudar a percepção da realidade sem ao menos olharmos para ela?


Não existe nada acontecendo no futuro. Nada.


Então, se vivemos olhando o futuro, estamos vivendo olhando para o nada, enquanto a vida nos escapa em tantos instantes de ausência.


Existe uma vida fluindo agora e é no fluir da vida leve que cocriamos as melhores coisas, sem ansiedade, sem pressão, sem pressa.


Ação e esforço corretos, sem demandas desnecessárias de energia. Não é da natureza o cansaço ou a pressa, enquanto o descanso é sábio. O fluxo é o equilíbrio.


Se sabemos que existe um fluxo orientando a vida e confiamos neste fluxo, nunca há espera, mas sim a consciência do tempo para todas as coisas.


Temos falado insistentemente que soltar é o que de mais sábio podemos fazer para cocriar; soltar é a grande sabedoria da vida; mas só é possível soltar se confiarmos verdadeiramente no Fluxo Divino.


Se queremos despertar cada vez mais para o potencial criativo da Centelha Divina e assim cocriar nossa vida para o Bem Maior precisamos prestar atenção na realidade que se manifesta agora, não depois; realidade que está acontecendo no Fluxo Divino; para isso é preciso aquietar, desacelerar, acalmar e isso torna o silêncio algo essencial.

Silêncio. Calmaria interior.


Silêncio é essencial para criar o ambiente interno; um espaço da alma que auxilia na mudança da percepção sobre as experiências que vivenciamos e assim podemos atribuir novo sentido dependendo da forma como conseguimos apreender, compreender a experiência.


Silenciar não é uma tarefa fácil.


Não é raro os pensamentos fazerem algazarra, causando tumulto e agitação, como vozes estridentes e espalhafatosas. A mente é muito barulhenta. Mas, é preciso silenciar, acalmar, serenar. É preciso observação e muita dedicação a esta tarefa.


Meditação, contemplação, oração são atividades que contribuem demais para o silêncio interior, mas também é necessário cuidar dos ambientes, da comunicação, das relações, pois como vamos silenciar o interior se o entorno está repleto de ruídos de todos os tipos?


Dedicar mais tempo ao silêncio pode trazer resultados extraordinários no que diz respeito à atenção plena ao agora, compreensão da experiência e consequente mudança da percepção da realidade.


Nessa jornada de evolução muitos elementos são essenciais ao despertar. O silêncio sem dúvidas é um desses elementos.


Experimente. Olhe para a realidade que se apresenta agora, permita-se viver e apreender as experiências, sem pressa pelo futuro.


Faça silêncio sempre que puder e perceba toda mudança de percepção sobre as experiências que ocorrer.


É assim que transformamos a realidade. Sem pressa. No Fluxo.

Com todo meu amor,

Valéria Campos



Mesmo acreditando que existe algo muito maior sustentando a vida, nossa confiança ainda é frágil e oscilante.

E isso nos impede de viver com alegria a perfeição do Fluxo Divino.

Acreditamos no que vemos e experimentamos neste plano.

Acreditamos no tempo que reconhecemos.

E sabemos que nossa mente reconhece predominantemente o passado e o futuro.

Ficamos presos aos desejos e ao tempo.

E não percebemos o Fluxo Divino agindo agora.

Confiamos mesmo no Todo, em Deus, no Criador?

Confiamos o suficiente para soltar?


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